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Fimose

A fimose pode ser definida como um estreitamento da pele na extremidade do pênis, que impede a exposição da glande. Porém o fato de o prepúcio (pele da extremidade do pênis) cobrir totalmente a glande não significa necessariamente a presença de fimose.

No dia a dia dos consultórios e hospitais, têm sido observados exageros na detecção da fimose e um aumento nas indicações de cirurgia.

A fimose é observada na maioria dos meninos recém-nascidos. Com o passar do tempo, observa-se uma adaptação natural da pele, que passa a ficar mais amolecida, fazendo com que a fimose desapareça espontaneamente. Aos quinze anos de idade, menos de 1% dos adolescentes apresentam fimose.

Os adultos com fimose estão expostos a um maior risco de câncer do pênis e doenças sexualmente transmissíveis, principalmente gonorréia e sífilis. É possível que a falta de higienização adequada no local explique esses problemas.

Outras complicações observadas nos homens com fimose incluem as balanites, que são infecções que inflamam a pele do prepúcio e a glande, além da parafimose, que consiste em um edema muito dolorido na pele do pênis.

A cirurgia da fimose é realizada rotineiramente em muitos países por motivo religioso. É a denominada circuncisão.

Em alguns rituais neonatais, a cirurgia é realizada sem os rigores de assepsia e fora de ambiente hospitalar.

Nessas  situações, as infecções da pele não são incomuns.

 

Cirurgia de fimose

O ato cirúrgico consiste em retirar a pele que cobre a glande, além de cortar o freio, cordão espesso localizado na parte inferior da glande (figura acima). Essa intervenção pode causar complicações. Hematomas, cicatrizes, lesões da uretra (canal da urina), infecções da pele e sangramento pós-operatório podem ocorrer em 3 a 10% dos casos.

Não existe repercussão da cirurgia sobre a vida social e sexual dos indivíduos, exceto quando existe um vínculo religioso com a circuncisão. Ainda não existe comprovação de que a circuncisão deva ser feita de rotina em todos os meninos neonatos, porém existem evidências de que a dor e o estresse causados pelo ato cirúrgico podem trazer dano psíquico a essas crianças.

Os tratamentos conservadores, com o uso de medicamentos tópicos (aplicação de pomadas), têm conquistado um espaço cada vez maior no tratamento da fimose. As enzimas que constituem esses remédios conseguem aumentar a elasticidade da pele comprometida, levando ao tratamento da fimose, com baixos índices de efeitos colaterais, com um custo bem reduzido e evitando os inconvenientes de uma internação hospitalar.

Referências:

Zampieri N, Corroppolo M, Zuin V, Bianchi S, Caoglio FS.
Phimosis and topical steroids: new clinical findings.
Pediatr Surg Int. 2007 Apr;23(4):331-5. Epub 2007 Feb 17.

Bréaud J, Guys JM.
Phimosis: medical treatment or circumcision?
Arch Pediatr. 2005 Sep;12(9):1424-32. Review.
 
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