Incontinência Urinária
A incontinência urinária é um sintoma caracterizado pela perda involuntária de urina e que pode ser causada por uma infinidade de condições.
Milhares de pessoas são afetadas por esse problema, que acomete preferencialmente as mulheres com idade superior a 60 anos. Entretanto, a incontinência urinária pode incidir em pessoas de ambos os sexos e em todas as idades, independente de sua condição econômica ou social.
Abaixo, você poderá conhecer alguns fatores agravantes e causas frequentes da incontinência urinária:
- Infecções urinárias e genitais
-
Efeitos de alguns medicamentos
-
Prisão de ventre
-
Fraqueza da musculatura da região pélvica, comum em mulheres com filhos.
-
Aumento da próstata nos homens
-
Distúrbios do sistema nervoso como Doença de Parkinson e Esclerose Múltipla
-
Seqüelas de algumas cirurgias
-
Problemas de comportamento e delírios
-
Gravidez e partos
-
Acidentes e traumatismos na coluna
-
Obesidade
A incontinência urinária também compromete a parte emocional, psicológica e a qualidade de vida. Muitas pessoas, temendo constrangimentos, evitam locais onde possam enfrentar dificuldades de acesso ao toalete. Assim, a incontinência urinária deve ser adequadamente tratada. Para isso, procure um médico urologista e discuta com ele a respeito dos seus sintomas e as possíveis opções de tratamento.
Quando você comparecer a consulta, saiba informar os medicamentos que utiliza com as respectivas dosagens e também informe todos os tratamentos prévios já realizados para essa condição. Nessa ocasião, o médico examina o abdome, região genital e efetua o exame de toque para avaliar a próstata no homem e os órgãos pélvicos nas muheres.
Dependendo dos seus sintomas, você fará alguns exames como testes de urina, ultrassonografia, exame urodinamico e outros.
Após essa avaliação inicial, o médico urologista estará em condições de oferecer-lhe a melhor forma de tratamento. As modalidades de tratamento mais comuns são:
1. Dieta e adequação do consumo de líquidos: Seis a oito copos de água ingeridos diariamente, representam um volume suficiente para os adultos. Então procure reduzir o consumo de líquidos, principalmente sucos de frutas cítricas, refrigerantes, café e chá. Alguns alimentos como chocolates e frutas cítricas devem ser evitados.
2. Treinamento da bexiga: Procure anotar todos os líquidos ingeridos, o número de micções por dia, o volume de urina eliminado em cada micção e quantas vezes você perde urina por dia. Esta anotação devera ser mostrada ao seu médico e será o ponto de partida do seu tratamento.
3. Obtenha um padrão miccional normal: normalmente os adultos devem urinar de quatro a oito vezes por dia a no máximo uma vez durante a noite. Se você encontra-se acima deste padrão, procure aumentar gradualmente em 10 a 15 minutos, o intervalo entre as micções.
4. Exercícios da musculatura pélvica: são exercícios que consistem na contração da musculatura pélvica e que podem ser realizados com o auxílio de alguns equipamentos, conforme a orientação do seu médico ou fisioterapeuta.
5. Tratamento farmacológico: pessoas com aumento da freqüência urinária e urgência para urinar, podem se beneficiar com o uso de alguns medicamentos tomados por via oral como a oxibutinina e a tolterodina. A injeção da toxina botulinica na bexiga também representa uma eficiente forma de tratamento, porem pode ser realizada somente em ambiente hospitalar.
6. Tratamento cirúrgico: Nas mulheres, as cirurgias para a correção da incontinência urinária de esforço geralmente são bem sucedidas. Para os homens que desenvolveram incontinência urinaria apos operações na próstata, também podemos afirmar o mesmo.
Qualquer tratamento para a correção da incontinência urinária visa a melhora na qualidade de vida. Isto é possível na maioria dos casos. Os medicamentos são efetivos quando existe a colaboração do paciente, principalmente com a redução do consumo de líquidos e com o estabelecimento de micções programadas. As cirurgias também são eficientes, desde que o seu medico realize uma investigação minuciosa do seu caso. Com os devidos cuidados, bons resultados são frequentemente alcançados em longo prazo.
Referências:
- Diretrizes da Associação Americana de Urologia
- Diretrizes da Sociedade Brasileira de Urologia
- Sociedade Internacional de Continência
|