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Prostáta
O exame prostático
É realizado pelo urologista, que introduz seu dedo dentro do reto do paciente para sentir a superfície da próstata (figura ao lado).
Esse importante e insubstituível exame permite que o médico detecte o aumento da próstata e de outros problemas, como nódulos cancerígenos.
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Exames laboratoriais
A análise de urina pode determinar a presença de uma infecção ou sangramento. O exame de PSA (antígeno prostático específico) é usado para detectar altos níveis dessa proteína no sangue. Níveis elevados sugerem câncer ou prostatite.
A AUA (Associação Americana de Urologia) recomenda que homens com idade acima de 45 anos façam esse teste anualmente. Para pessoas com familiares próximos (pai, tios, irmãos) que tiveram câncer de próstata e também para alguns povos africanos, esse teste deve ser feito a partir dos 40 anos.
Outros exames
Nenhum exame poderá assegurar com total exatidão o estado de saúde de um paciente. O médico deverá indicar os exames mais adequados a cada caso, dentre eles a urofluxometria, tomografia computadorizada, ultrassom transretal com biópsia, uretrocistoscopia, uretrocistografia e ressonância nuclear magnética.
Tratamento das doenças da próstata
É preciso que o paciente siga as orientações médicas, procure aumentar a ingestão de líquidos e mantenha-se relaxado ao urinar. Para tratar as infecções, o médico deve prescrever antibióticos e antiinflamatórios.
A hiperplasia da próstata poderá ser combatida com o uso de alfa-bloqueadores (relaxam a musculatura da próstata), supressores de hormônios (reduzem o tamanho da próstata) e certas ervas, que podem melhorar os sintomas.
Se houver suspeita de câncer, o médico poderá pedir exames complementares, dependendo da necessidade. Nos casos de sintomas severos ou comprometimento dos órgãos do aparelho urinário, uma cirurgia pode ser necessária.
Como conviver melhor com as doenças da próstata
Alguns cuidados podem ser tomados para conviver melhor com as doenças da próstata, entre eles:
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ingerir menos líquidos quando o paciente não estiver próximo ao toalete e antes de dormir;
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evitar refrigerantes, chás, cafeína e bebidas alcoólicas;
- urinar em intervalos regulares de 2 a 3 horas;
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relaxar e não fazer muita força ao urinar;
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após urinar, tentar urinar novamente;
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não usar medicamentos como antialérgicos e descongestionantes, pois podem piorar os sintomas;
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informar ao médico a utilização de anti-hipertensivos ou diuréticos.
O tratamento cirúrgico
A cirurgia mais freqüentemente realizada para tratar a hiperplasia da próstata é denominada ressecção transuretral. Nesse procedimento, o médico insere um equipamento dentro da uretra, que cortará e eliminará o tecido que obstrui o canal urinário. O paciente permanece internado por 2 a 3 dias e deve usar uma sonda na uretra, que será retirada pelo médico.
A prostatectomia aberta é a cirurgia realizada com um corte abaixo do umbigo, em homens que possuem a próstata muito grande, impossível de ser retirada pela ressecção transuretral.
Riscos e complicações da cirurgia
Como em qualquer cirurgia, possíveis riscos e complicações, podem ocorrer. A ejaculação retrógrada (que significa não eliminar o esperma durante o orgasmo) ocorre em praticamente todos os pacientes operados. Impotência sexual não é freqüente. Pneumonia, hemorragias, infecções e incontinência urinária, embora raras, podem ocorrer.
Considerando todas as formas de tratamento, o objetivo comum, é a melhora da qualidade de vida do paciente. Para isso é preciso que ele obedeça às recomendações médicas e procure ter uma vida mais saudável, fazendo os exames regularmente e cuidando de sua saúde com uma boa nutrição, praticando exercícios físicos e reduzindo o estresse.
Referências:
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